Ingarikó
Socioambiental

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Ingarikó

Na região houve sobreposição da terra indígena com o Parque Nacional do Monte Roraima, ambos criados em 1989, na tríplice fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela. O isolamento de parte dos Ingarikós foi rompido nos anos 70, quando garimpeiros iniciaram o avanço da mineração ao norte da região, na parte alta da área macuxi. Em 2007, o número de Ingarikós somava cerca de 1.170 pessoas, sendo a maioria da população formada por crianças. Em média, os jovens falam hoje, além das línguas indígenas, o português, o espanhol e o inglês. Este pluralismo linguístico atual foi impulsionado pelos múltiplos contatos entre etinias, não-índios e pelo acesso a escola.

Apesar do isolamento físico da região de serras em que vivem, a relação dos Ingarikós com os outros povos do Monte Roraima se dá por meio de trocas comerciais, casamentos e pela realização periódica de festas. As mulheres da tribo, com o casamento, permanecem vivendo na aldeia de origem, enquanto os homens deslocam-se no espaço e no conjunto da vida social. As mulheres dedicam boa parte do tempo na fabricação do caxiri e do pajuaru, bebidas fermentadas de mandioca, componentes básicos da dieta cotidiana e dos rituais comunitários.

O Aleluia, rito de preparação de passagem para o patamar celeste, é o principal ritual dos Ingarikó, mas o parixara é um dos mais tradicionais do grupo e visa à celebração da colheita. Ambas as cerimônias são preparatórias para o fim do mundo e destinam-se sobretudo às mulheres. Os prenúncios da destruição da terra são vistos em vários elementos, como nos recém-nascidos com deficiências físicas, na duração dos dias, nas deformações terrestres sob a forma de crateras profundas, no envelhecimento, nas doenças e na morte.

Nas artes, a expressão dos Ingarikós é conhecida principalmente pelas suas cestarias feitas de cipó titica e fibra de arumã, com uma variedade de trançados e combinações de cores, formas e tamanhos, confeccionados pelos homens e com múltiplas funções. As tatuagens kansu também são um símbolo da cultura visual dos Ingarikó.

Saiba mais:

http://www.youtube.com/watch?v=lp0jxU9oTlE

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