Kaxinawá
Retirado do site wuante.com

Kaxinawá

Os Kaxinawá habitam desde a floresta tropical do leste peruano até os estados do Acre e do Amazonas, no Brasil. Nos primeiros registros da etnia consta que eles habitavam as proximidades dos rios Alto Juruá, Muru, Humaitá e Iboçu, antes da chegada dos seringueiros. Hoje, o grupo se instala pelas margens dos rios Purus, Taraucá, Jordão, Breu, Muru, Envira e Humaitá.

Muitos núcleos de Kaxinawá vindos do Peru, Jordão e Envira ainda migram, principalmente, para a região do rio Purus, que nasce nas florestas peruanas e deságua no rio Amazonas. As famílias de Kaxinawá do Peru e do Brasil se uniram, ao longo dos anos, através de casamentos, mas ainda apresentam diferenças nos costumes e rituais.

O tronco linguístico original da etnia é o Pano. Todos os povos cujas línguas partem desse tronco, além de terem a terminação “nawa” no nome, também se autodenominam “huni kuin”, que significa “homens verdadeiros”.

Dentro de todos os grupos que derivam do tronco linguístico Pano a democracia é comum. Também é permitido que qualquer um deixe a aldeia e monte sua casa em outro lugar. Se tiver habilidade, aquele que deseja se mudar pode persuadir outros a irem junto para construir uma nova comunidade. Cada um, independente do sexo, pode escolher onde e com quem morar.

A cultura dos Kaxinawá é recheada de cantos e rituais típicos, com o katkanawa, ritual da fertilidade, ou txirin, que é realizado na iniciação da criança no grupo. Eles também têm um estilo púnico de desenhos geométricos, chamados kene kuin.

Os mitos do grupo geralmente estão relacionados aos animais. Os Kaxinawá acreditam que todo bem cultural foi ensinado aos homens por algum animal, que eles chamam de “huni kuin encantado”. O esquilo, por exemplo, teria ensinado o homem a plantar, o macaco a copular e a aranha a tecer.

O ser humano, segundo a crença dos Kaxinawá, é formado por carne, conhecido por eles como “yuda”; o espírito do corpo, denominado por eles “yuda baka yuxin” e o espírito do olho, chamado “bedu yuxin”. A morte, para a etnia, é a perda do aspecto “yuxin”.

Outra crença do grupo é xamanismo. Os xamãs seriam capazes de curar e causar doenças usando o “muka”, uma substância ou qualidade xamânica que representa o poder dos mesmos. Eles são grandes responsáveis por acumular poder e conhecimento espiritual, além de terem grande afinidade com os animais, que permite que os xamãs dialoguem com os mesmos. Devido a essa proximidade, eles não conseguem comer carne ou caçar.

Saiba mais:

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaxinawa
http://www.programadeindio.org/programa/kaxinawa-3
http://www.youtube.com/watch?v=JxaP8WFyBqo

 

 

 

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