Suça de Natividade
Anne Vilela

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Suça de Natividade

A Suça (ou Sussa, Súcia, Suscia, Sussia) pode ser encontrada com todas essas grafias e todas elas estão corretas. Mesmo no Tocantins são encontradas divergências na escrita: em Natividade usa-se "Suça".

A dança se configura com um bailado dos dançarinos em movimentos circulares. Um jogo de sedução, beleza e ritmo. Os instrumentos utilizados pelo grupo são de fabricação artesanal - tambores em cerâmica e couro (tamborim) e a cuíca grande feita de madeira e couro (também conhecida como roncador) - previamente aquecidos ao sol ou próximo a uma fogueira.

Nos vocais existe um jogo: alguns puxam as letras, outros respondem. Enquanto isso, tocadores, dançarinos vestidos com roupas brancas e mulheres com saias rodadas, se movem alternando movimentos rápidos e  lentos. Dessa forma, o grupo se movimenta em direção aos integrantes localizados dentro da roda.

A Suça é dançada pela comunidade nos Festejos do Divino Espírito Santo. Quando o Tocantins foi criado, em 1988, a dança ganhou destaque e foi reconhecida nacionalmente como patrimônio nacional. A Catira também foi uma dança que garantiu seu espaço como expressão da cultura regional tocantinense. Consolidadas as duas danças se fixaram como atração em vários eventos.

Em junho de 2000, com o apoio da Associação Comunitária Cultural de Natividade - ASCCUNA e da Prefeitura Municipal de Natividade, foi formado o grupo de suça "Mãe Ana". Com 14 integrantes, dentre eles lavradores, funcionários públicos, estudantes e pessoas da comunidade, o grupo se une para divulgar e preservar essa dança secular.

"Mãe Ana" é coordenado por Felisberta Pereira da Silva. Nas apresentações o grupo utiliza 2 tamborins (Lucino e Domingos), um pandeiro (Zezinho), uma viola (Joaquim) e a cuíca (ronco), que é tocada por duas pessoas (Zé Folgado e Natalino ou Bonfim). Dos 6 (seis) tocadores, cinco também cantam. Os dançarinos são Felisberta, Dolores ou Julia, Patrício, Altina ou Camile e Alexandre.

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