Tambores do Tocantins
André Amorim

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Tambores do Tocantins

O projeto Tambores do Tocantins tem como missão contribuir com a valorização e a preservação da cultura musical tradicional do Tocantins, desenvolvendo atividades de pesquisa, conhecimento, estudo, vivência e  prática de tais manifestações,  tornando esses saberes, acessíveis ao maior numero possível de crianças, adolescentes e jovens estudantes. Para isso, foram implantadas oficinas permanentes realizadas em  parceria com associações comunitárias, escolas e universidades públicas,  garantindo a inclusão social  de crianças adolescentes e jovens e o acesso de suas comunidades aos bens de cultura. 
 




História

Tudo começou, em abril de 1992, quando o músico percussionista sul-matogrossense Márcio Bello, criador e coordenador do projeto, teve o primeiro contato com as manifestações tradicionais do Tocantins. Segundo Márcio, o projeto surgiu com uma ideia de pesquisa, sem o formato que tem hoje.  

Márcio havia chegado ao novo estado há pouco mais de um ano e, depois de morar em Palmas por alguns meses, fixou residência em Porto Nacional, cidade centenária às margens do rio Tocantins, considerada historicamente como o berço da cultura tocantinense e lugar onde teve os seus primeiros contatos com músicos e artistas nativo. Depois de Porto Nacional pesquisou outras cidades e suas peculiaridades, em especial Natividade, com mais de 300 anos de história. Ele conheceu a cidade durante os festejos do Divino Espírito Santo e ao se deparar com os sons de pandeiros, sapateados, violas, caixas, tambores, músicas e ritmos, que até então pouco conhecia, se encantou.

Com a convivência e o aprendizado com os mestres e grupos tradicionais, percebeu que em algumas manifestações,elementos importantes como instrumentos de percussão estavam se perdendo pela falta de transmissão das técnicas de confecção.
Assim nasceu a ideia do Projeto Tambores do Tocantins; a principio como ferramenta de preservação e valorização da cultura e dos saberes musicais tradicionais do Tocantins e, conseqüentemente, como ferramenta de inclusão social de crianças, jovens, adolescentes e suas comunidades.
 
O Grupo Musical Tambores do Tocantins, é o resultado de todas as experiências vivenciadas no projeto. No palco, os jovens músicos tocantinenses, mostram aforça dos ritmos e da pulsação do coração do Brasil.
 

Cotidiano

A relação do percussionista com os jovens do projeto é íntima e mostra reciprocidade. Agindo como educador, Márcio Bello conta que alguns pais dos meninos do projeto o vêem como um orientador na vida dos filhos. “Alguns pais já me falaram que eu ajudei a criar os filhos deles. A maioria dos meninos entram no Tambores ainda crianças e continuam durante muito tempo. Eu tenho integrantes aqui que chegaram no grupo com cinco, seis anos de idade”, contou.

O grupo

"Todo mundo que toca tem que aprender a construir seu próprio instrumento. Não se pode tirar nota baixa nem sair mal na escola". Estas são as exigências do coordenador Márcio Bello para os meninos que estão interessados em fazer parte do grupo oficial de tambores.

Além de incentivar os jovens nos estudos, Márcio também ajuda e ensina seus alunos a construírem os próprios instrumentos. Esse processo vem dando tão certo e está sendo tão proveitoso que hoje o grupo se apresenta com praticamente todos os instrumentos de fabricação própria. 



Os instrumentos confeccionados pelo grupo, além de terem um caráter artesanal, prestam homenagens aos povos que ajudaram a consolidar a cultura do povo do Tocantins. Para isso, os tambores são criados com cara de índio ou negro. Existem ainda instrumentos esculpidos com imagens de animais como anta, onça, preguiça e tamanduá.

Ponto de Cultura

Atualmente o projeto atende diretamente cerca de 400 pessoas entre sete e 24 anos, no município de Porto Nacional.  As atividades desenvolvidas pelo Ponto incluem a Banda de Percussão Tambores do Tocantins, e as oficinas de Construção de Instrumentos, Sonorização e Iluminação, Produção de Cenário e Figurino, Produção de Áudio e Vídeo, Tratamento Acústico e Produção de Embalagens de Papel. Outros grupos de percussão da cidade também são assessorados pelo projeto.

O Tambores do Tocantins surgiu de um projeto, de mesmo nome, criado e coordenado por Márcio Bello dos Santos. O objetivo da ação é contribuir com a valorização e a preservação da cultura musical tradicional do Tocantins, desenvolvendo atividades de conhecimento, estudo, pesquisa e vivência de tais manifestações. O diferencial da ideia é levar esses saberes ao maior número possível de crianças, adolescentes e jovens estudantes. Para isso, utiliza-se da implantação de oficinas permanentes, desenvolvidas em parceria com associações comunitárias, escolas e universidades públicas. Consequentemente, garante-se a inclusão social e o acesso das comunidades aos bens de cultura.

O projeto começou em 1992, quando Márcio Bello teve seu primeiro contato com as manifestações tradicionais do Tocantins, pouco mais de um ano após a sua chegada ao Estado. Ao conhecer cidades como Palmas, Porto Nacional e Natividade, ele se deparou com sons de pandeiros, sapateados, violas, caixas, tambores, músicas e ritmos que ainda não conhecia. Convivendo com os mestres acabou descobrindo que instrumentos de percussão haviam se perdido por falta da transmissão das técnicas de confecção. Neste contexto, surgiu a ideia do Projeto Tambores do Tocantins, primeiramente como forma de preservação da cultura e valorização dos mestres tradicionais do Estado e, posteriormente, como instrumento de inclusão social.

Ao longo dos anos, o projeto foi crescendo e ganhando colaboradores. Após quase 10 anos de experiências, em 2000, conseguiram o apoio financeiro da Secretaria de Educação do Estado do Tocantins e realizaram um projeto piloto na Escola Família Agrícola de Porto Nacional e na ONG Comsaúde, de Porto Nacional; que acabou se tornando parceira e representante legal do projeto. Durante esta tentativa, que durou um ano, muitos produtos culturais foram elaborados, tais como confecção e exposição de instrumentos artesanais, mostra de músicas e ritmos folclóricos e montagem de espetáculos. O trabalho possibilitou a circulação do grupo por escolas do Tocantins e de outros estados.

A partir da parceria com a Comsaúde e a realização de novas atividades, outros apoiadores surgiram e viabilizaram a criação de dois núcleos, com atividades permanentes. Nesta fase, o projeto recebeu ainda o apoio da ONG Norueguesa KBB Kirkens By Misjon I Bergen, que além de adquirir alguns instrumentos, começou a contribuir financeiramente. Em 2003, a Associação Comunitária e Cultural de Natividade, a ASCCUNA e a Fundação Cultural do Tocantins convidaram o grupo para realizar uma oficina no município, fonte de grande parte das pesquisas do projeto. Nesta experiência, o projeto pôde devolver à comunidade parte da sua herança cultural que havia se perdido, como os instrumentos fuxico, caxambu e o puxa-tripa.

O projeto Tambores do Tocantins foi aprovado no primeiro edital para Pontos de Cultura. Com isso, pôde oferecer aos jovens do projeto capacitações nas áreas de produção cultural e percussão. Desde então, o grupo já fez apresentações na França, Noruega e Itália, e representa a cultura tradicional do Tocantins em festivais por todo o Brasil.

Saiba mais: 

http://marciotambores.blogspot.com.br


 

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