Yawanawá
Sérgio Vale / Secom/Acre

Yawanawá

Vivendo na Bolívia, no Peru e no Acre, a etnia Yawanawá tem, entre seus membros, pessoas que pertenciam a outros povos indígenas. Os grupos se integraram à etnia através de casamento, após conflitos bélicos ou migração de famílias. O contato com o homem branco também contribuiu para essa aliança, já que os conflitos e doenças mataram grande parte das etnias e os sobreviventes que tinham proximidade com os Yawanawá se uniram ao povo.

Essa característica de união das etnias é própria dos grupos que derivam do tronco linguístico Pano, que é o caso dos Yawanawá. Os grupos que integram a etnia são Shawãdwa, Iskunawa, Rununawa, Sainawa e Katukina. A língua antiga é mais usada pelos mais velhos e os jovens falam mais português, mas a população adulta, em geral, domina ambas as línguas.

Os índios Yawanawá não vivem todos em um único núcleo, mas espalhados em vários grupos menores às margens do rio Gregório. O que determina quem mora em qual núcleo são os conflitos, casamentos e as próprias famílias. Os casamentos entre primos e consanguíneos são incentivados e existem também alguns casos de poligamia, principalmente, em que a irmã mais nova participa da vida conjugal da irmã mais velha, ou o homem se casa com a irmã mais nova da esposa, caso ela venha a falecer.

Todos os nascidos na etnia Yawanawá trazem dois nomes, sendo um herdado de um dos tios ou tias do pai e outro herdado dos tios ou tias da mãe. Dessa forma, os nomes são repetidos em gerações alternadas. Além dos nomes indígenas, geralmente, cada um tem um nome em português também.

A alimentação deles é formada, principalmente por caça e pesca, mas também plantam mandioca, banana, milho, batata doce, mamão, abacaxi e cana de açúcar. Durante a estiagem, toda a aldeia faz uma grande pesca e realiza a “festa da comida”. Para facilitar a pesca, são utilizados alguns venenos naturais para fazer os peixes boiarem.

Nas festas dos Yawanawá existem diversas formas de brincadeira. Há aquelas em que todos imitam animais, formando pares entre primos e cunhados do sexo oposto, outras em que homens e mulheres disputam por pedaços de comida. Em alguns casos são realizadas alianças matrimoniais nas festas. Tudo isso regada a uma bebida chamada caiçum de mandioca, que é fermentada com a saliva das mulheres e oferecida aos homens, que devem vomitar a bebida sobre elas.

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