Denilson Baniwa
Divulgação

Denilson Baniwa

Denilson Baniwa é publicitário, articulador de cultura digital, ilustrador, diretor de arte, comunicador, web ativista, artista gráfico e ativista dos direitos indígenas. É também, ao lado de Anápuáka Tupinambá e Renata Tupinambá, um dos coordenadores da Rádio Yandê, que nasceu em 2013 da necessidade de criar mecanismos de propagação da cultura indígena fora das aldeias. Sua missão é difundir a cultura indígena com a ajuda da velocidade e o alcance da tecnologia e da internet. Com isso, incentiva novos correspondentes indígenas no Brasil e constrói uma forte comunicação colaborativa que desfaz antigos estereótipos e preconceitos formados pela falta de informação de veículos de comunicação não-indígenas. “Nossa maior dificuldade é mantê-la funcionando diariamente, ininterruptamente, 24h por dia, sem ajuda financeira nem apoio de patrocínios. Cada dia é uma vitória”, explica Denilson. “Achamos que cumprimos nossa missão ao saber que, hoje, vários indígenas que nunca tiveram voz nem espaço podem mostrar sua música. Da mesma forma, por conta da Yandê, notícias que nunca sairiam da escuridão chegam à ONU e aos diretores dos Direitos Humanos”.

Nascido em 1984, na aldeia Darí, conhecida como Barreira, em Barcelos (AM), à beira do Rio Negro, Denilson participou de uma oficina de comunicação e multimeios em São Gabriel da Cachoeira (AM), em 1999, quando trabalhava como articulador indígena na área administrativa da ASIBA (Associação Indígena de Barcelos). Desde então, tornou a comunicação uma das rédeas de sua vida. Pegou firme e realizou grandes ações. Nos anos 2000, se uniu a outros indígenas na criação de rádios piratas e comunitárias para atender às populações indígenas da periferia de Manaus. Como comunicador indígena, diz que seu objetivo é provocar nos jovens a vontade de criar seus próprios meios e formatos de comunicação. “Se daqui a alguns anos eu ver jovens indígenas ocupando espaços em rádios, na TV, no Youtube, em jornais, revistas e blogs, estarei realizado”, diz.

Denilson participará da Aldeia Multiétnica pela segunda vez. Em 2016 ele também esteve presente, falando sobre os desafios da Etnomídia, representando a Rádio Yandê. Este ano, em nossa 11ª edição, ele ministrará as seguintes atividades:

- OFICINA aos indígenas sobre as diferentes formas de gravar áudios caseiros, com celular e câmeras digitais, mostrando que não é preciso ter equipamentos profissionais para gravar música, o que facilitará o registro dos cantos tradicionais dos povos para sua preservação e divulgação. 

- RODA DE PROSA “A Música Indígena na Contemporaneidade”, sobre a importância da música para os povos indígenas; a diversidade da música indígena, que vai além dos cantos ancestrais e tradicionais, passando por estilos musicais e cantores que vão do rap à MPB e ao rock; o projeto do estúdio de gravação de música indígena de Denilson Baniwa; a maneira como os cantos ancestrais e tradicionais são transmitidos às novas gerações nas aldeias. 

> Saiba mais sobre o projeto ESTÚDIO PARA GRAVAÇÃO DE MÚSICAS INDÍGENAS



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