Shaira Ribeiro
Pedro Matallo

Shaira Ribeiro

Shaira Ribeiro é cantora, compositora, percussionista e arte-educadora. Tem formação em Canto Popular na Escola de Música de Brasília (EMB) e estuda a Pedagogia Griô pela Escola Grãos de Luz e Griô de Lençóis (BA), educação voltada para a tradição oral dos mestres da cultura tradicional.

No Distrito Federal, foi vocalista da Banda Guesa, de 2010 a 2012; e participou do grupo Chinelo de Couro (coletivo feminino que pesquisa músicas populares das tradições brasileiras), de 2012 a 2016, no qual colaborou com a produção e gravação do CD "Cantos Brasileiros". Passou também por projetos como Baiano pra Mamulengo, Mamulengo Fuzuê, Festejo das Comadres no Terreiro de Marinês e Orquestra Alada Trovão da Mata.

Atualmente, integra os grupos Jongo do Cerrado (grupo de práticas e estudos do Jongo, manifestação cultural existente no Sul e Sudeste do Brasil, remanescente dos povos escravizados), como idealizadora e “puxadora dos pontos” (cantora e compositora das músicas autorais do grupo); e Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, grupo que há 13 anos desenvolve um trabalho cultural com o Teatro de Terreiro e o Samba Pisado na Capital.

É criadora da "Oficina de voz Ser EnCanto", criada em 2014. A oficina teve inúmeras edições no Brasil e, em 2016, na Cidade de Popayán, na Colômbia, com uma programação especial para mulheres, no Espaço Semillas de Maíz. 

A artista já se apresentou nas cidades de Recife, São Paulo, Mariana (MG), Bom Jesus (PI), Chapada Gaúcha (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e em eventos com diversos temas em sua cidade natal, Brasília (DF). Atualmente, está em seu trabalho solo "CALUJE", que levará ao palco do XVIII Encontro de Culturas.

"CALUJE" traz o imaginário da casa de palha e terreiro de chão batido, onde se entoam cânticos, fazem-se batuques, sambadas, cantos de trabalho, festejos e brinquedos. É nessa perspectiva que o show reverencia as expressões da riqueza cultural brasileira, a partir da pesquisa da artista sobre músicas de domínio público e parcerias com artistas do Distrito Federal e de outras regiões de seu convívio. Muito além de uma releitura das músicas populares, "CALUJE" expressa a identidade vocal e a personalidade devocional da artista, o que confere às suas interpretações sentimentos de força e fé, em diálogo com o amplo universo da musicalidade brasileira. Essa sonoridade contextualiza a relação com os cantos de trabalho, festejos populares e rituais de encantamento, fortalecendo a ideia da casa de palha, tão repleta de significados singulares, símbolos e memórias afetivas relacionados à essa musicalidade intuitiva, ancestral, rítmica e percussiva.


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