Jorge Brito
Juliana Mello

Jorge Brito

Troncos, raízes e galhos retorcidos dão forma a esculturas policromadas de pássaros, peixes, cobras, lagartos, além de "seres de outro mundo". Bichos estranhos ou indefinidos que habitam o imaginário do artista. Jorge Brito nasceu em Visconde de Mauá, no dia 1º de abril de 1935, um sábado de Aleluia. Seu primeiro trabalho foi comprado em 1983, por Rubem Gershman. Em 1985 trabalhou como pedreiro na casa do artista plástico Roberto Magalhães, no Vale das Flores - região próxima a Visconde de Mauá. Começou então a usar tintas nos trabalhos, incentivado pelo artista. 

Aos 83 anos e no auge de de sua produção, Jorge Brito é mestre do folclore, canta, dança, recita toca viola, conta causos, mateiro, benzedor, pedreiro, poeta, escultor, sucinta em suas peças o modo de vida descrito a partir da chamada cultura caipira ou cultura do sitiante tradicional, caracterizada por famílias com relações de produção e consumo baseadas na reciprocidade, na ajuda, na instituição do mutirão, no uso de simbolismos da floresta e na realização de festas religiosas.

Em 2014 Seu Jorge Brito esteve pela primeira vez no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, quando ministrou oficinas e apresentou seu documentário "Soltando os bichos". Volta em 2018, no XVIII Encontro de Culturas, à Vila de São Jorge, com todo seu conhecimento e carisma.



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