Maracatu Leão Coroado
Mazé Alves

Maracatu Leão Coroado

O grupo Leão Coroado foi fundado em 08 de dezembro de 1863 e sempre participa do carnaval de Recife e da região metropolitana. O grupo existe há mais de 145 anos ininterruptos, sendo então  o mais antigo maracatu em evidência. Hoje, é reconhecido oficialmente pelo governo do estado como Patrimônio Cultural vivo. É também considerado o Símbolo de Resistência Negra.

Atualmente, o Maracatu Leão Coroado está sediado em Águas Compridas, bairro da periferia de Olinda, região metropolitana do Recife, sob o comando do Mestre Afonso Aguiar Filho. Seu mais famoso dirigente foi o lendário Mestre Luiz de França, um ícone do maracatu, que comandou o grupo por cinquenta anos.

O maracatu feito pelo grupo Leão Coroado tem um grande vínculo com a religião e os orixás, já que nasceu em uma casa de candomblé. Por isso, hoje há mais grupos de baque solto que de baque virado. "Hoje as pessoas não querem sair no maracatu tradicional por preconceito ao candomblé, sendo que muitos deles são somente um grupo percussivo, durante o carnaval", explica mestre Afonso. 

Maracatu de Baque Virado


O maracatu tem suas origens no século XVII, quando foi criada a Instituição Mestra. Através dela a Coroa Portuguesa "autorizava" os negros, escravos ou libertos, a elegerem seus reis e rainhas. Estes tinham a função simbólica de líderes.

Entre os personagens do maracatu estão o rei e a rainha, príncipes e princesas, barões e baronesas, embaixador e embaixatriz, além das catirinas e batuqueiros, que representam os vassalos, usando roupas mais simples. Já a boneca chamada Calunga, que representa um ancestral, é feita de madeira e é vestida com roupa de seda.

O grupo se apresenta como em uma procissão, fazendo um cortejo africano. As pessoas vão dançando na frente formando o cortejo que é seguido pela percussão. O mestre canta e outras duas pessoas fazem o coro. O maracatu de baque virado sempre começa em ritmo compassado, que depois se acelera, embora jamais alcance um andamento muito rápido.

Tem como seguidores os devotos dos cultos afro-brasileiros da linha Nagô. A música vocal denomina-se toadas e a virada do baque é determinada pelo som de um apito.

Encontro de grupos de maracatu

No Encontro de Culturas, o Leão Coroado se encontrou com outro grupo de maracatu de Pernambuco, o Piaba de Ouro. Foi um encontro do maracatu de baque solto, do grupo Piaba de Ouro, com o maracatu de baque virado, do Leão Coroado.

A principal diferença entre os dois estilos está em sua origem. O maracatu de baque solto tem origem rural, foi criado no canavial, além de ter instrumentos de sopro em sua formação. Já o maracatu de baque virado, composto somente por instrumentos de percussão, tem sua origem na cidade, além de fazer uma crítica à Corte Portuguesa por meio do vestuário utilizado e por ter um rei e uma rainha negros.

Saiba mais

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=737&Itemid=192

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