Congada de Catalão
Anne Vilela

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Congada de Catalão

A origem da festa em Catalão conta hoje com várias versões. Entretanto, todas elas são unânimes ao afirmar a influência do congado de Minas Gerais. Robson Macedo, no livro As Congadas de Catalão (p. 86)  faz referência a um texto publicado em 1985, em um jornal local, pelo escritor e poeta Cornélio Ramos:

"Pedro Netto Carneiro Leão imigrou-se de Araxá (MG) para Catalão, numa época em que isso constituía uma temerária aventura, com a intenção de tornar-se aqui um grande fazendeiro. Temeroso das consequências, fez uma promessa a Nossa Senhora do Rosário, santa de sua devoção, em troca de ajuda, se bem-sucedido que fosse faria realizar em Catalão uma grande festa em sua homenagem.

Tudo lhe correu bem: “tornou-se grande fazendeiro, senhor de terras, gado e muitos escravos. Todavia, quando se dispunha a cumprir a promessa foi acometido por grave moléstia. Receoso de morrer antes, recomendou ao filho, Augusto Netto Carneiro, para que no caso de faltar, pagar sua dívida para com a santa."

Augusto, então,

"organizou um pequeno grupo de negros e os mandou para Araxá a fim de aprender regras e técnicas das danças praticadas na terra de seu falecido pai. De volta, juntou-se a esse terno os demais grupos de pretos das fazendas da região. Quando se achava o pessoal treinado e preparado para a maior festa a se realizar em Catalão, surgiu um inesperado obstáculo: o vigário da cidade, padre Joaquim Manoel de Souza, não concordou com a festa por considerá-la de tendência pagã, brigou e discutiu com o coronel Augusto e por fim trancou a igreja e desapareceu com a chave...".

"...Augusto mandou chamar o rezador de terços, Antônio Romualdo Fernandes, um glutão, também conhecido por Antônio Guloso, para rezar novenas e cantar ladainhas. Arrombaram a porta do templo e deram início a maior festa até então realizada em Catalão".

Segundo o Presidente da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, Leonardo Costa Bueno, a tradição veio das fazendas do município de Ouvidor (GO). "Na época dos escravos, as congadas foram trazidas quando os senhores de engenho não davam liberdade aos negros. Elas passaram por Minas Gerais até chegar em nossa cidade. Os negros saíam dos seus trabalhos nas fazendas para fazer os seus festejos em louvor a Nossa Senhora do Rosário. Vinham trazendo seus mantimentos para vender às pessoas que moravam na comunidade para garantir o seu retorno, o seu alimento, o seu dia-a-dia".

De acordo com a Ms. Carmem Lúcia Costa, professora do curso de Geografia da Universidade Federal de Goiás, em seu artigo Festa e (Re) Produção do Urbano: um estudo sobre a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário em Catalão - GO, publicado nos Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina, realizado na Universidade de São Paulo:

"A Festa em Louvor a Nossa Senhora do Rosário que teve seu início no campo, onde negros descendentes de escravos cantavam e dançavam para a santa, viu os seus brincadores migrarem para a cidade, expulsos do campo. Eles levaram consigo a Festa e construíram uma irmandade – a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário –, onde se reúnem e se ajudam na dura vida da cidade. Até hoje a Irmandade é um ponto de referência e união dos dançadores. Quando chegaram na cidade – ainda uma pequena vila -, eram poucos os ternos de congos – assim chamados os grupos de dançadores; ainda em 1975, de acordo com Brandão (1985) eram apenas cinco ternos que faziam a Festa".

Atualmente, quase metade dos moradores de Catalão participam da festa de Nossa Senhora do Rosário, seja como cristão ou como público, somando-se aos turistas que a região atrai na época dos festejos. A cidade apresenta hoje 21 ternos de congada divididos em 12 congos, dois moçambiques, um penacho, dois vilões e quatro catupés.

Entretanto, com seu crescimento, a festa se transformou, chegando a perder algumas de suas características originárias. No início do século passado, todos os ternos usavam fardas brancas e a maioria dos participantes eram negros. Aos brancos cabia a tarefa de organizar a parte religiosa e a alimentação.

Outra mudança ficou por conta do número de participantes em cada terno, antes não passava de 20. Alguns personagens desapareceram e outros foram criados, como as bandeirinhas. O tambor foi substituído pela caixa.

Os Ternos

Uma vez por ano, os ternos de congada de Catalão se reúnem para se preparar para a festa em devoção a Nossa Senhora do Rosário. Os ensaios são realizados durante os meses de agosto e setembro. Os dançadores são os responsáveis pelo levantamento do mastro, realizado no último sábado de festa. No domingo pela manhã, participam da missa campal e do cortejo em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. À tarde, todos os grupos se apresentam e às 19h é realizada uma missa campal, em frente à igreja. Na segunda-feira, os congadeiros fazem a entrega da coroa de Nossa Senhora do Rosário ao próximo festeiro, que será o responsável pela organização da festa no ano seguinte.

Terno de Congo

Em Catalão, os ternos de congo são maioria. Não existem apontamentos a respeito dos pioneiros. Os primeiros registros foram realizados na década de 1940. Hoje existem na cidade 12 ternos de congo. Sua principal característica é a batida forte das caixas, seu principal instrumento. Os ternos de congo também utilizam viola ou violão, sanfona, pandeiro, reco-reco e chocalho. 

Cada terno de congo é formado por uma ala de abertura denominada guia e por duas fileiras laterais, uma de frente para outra, onde ficam dispostos os demais integrantes. Uma fileira canta o verso e a outra responde. Devido ao grande número de integrantes, alguns ternos se apresentam com mais duas filas no centro do grupo. Esse tipo de terno exige muita sagacidade do capitão, que inventa os versos na hora da apresentação.

Existem ainda os marinheiros e marujeiros que se assemelham ao congo, porém utilizam uma batida mais  rápida nas caixas. O capitão, que nem sempre é o mais velho, conduz o grupo com um apito e um bastão, auxiliado pelo segundo-capitão, terceiro- capitão e assim por diante.

Catupé

De acordo com Robson Macedo, o catupé chegou a região com Antônio Miguel da Silva, em 1953, e recebeu o nome de Catupé Cacunda Nossa Senhora das Mercês, um dos principais grupos da cidade, em atividade até os dias de hoje, com mais de 350 integrantes. Atualmente, o grupo é conhecido como catupé amarelo devido a cor de sua indumentária. Em Catalão, existem ainda o catupé azul, em devoção a São Benedito, e o catupé branco, devoto de Nossa Senhora do Rosário.

Os ternos de catupé, também chamados Catupé cacunda, que se diz que "catuca o pé com a cacunda", representam a alegria, a astúcia dos negros que fugiam das senzalas; seus instrumentos são as caixas feitas com couro de vaca, e os dançadores acompanham o capitão e seu tamborim com os pandeiros. No catupé, existe ainda a figura do sanfoneiro.

Nos últimos anos, os ternos azul e amarelo tentam retomar suas origens abolindo o tarol, instrumento industrializado da família da caixa, mas com uma afinação mais aguda, pelo tamborim, instrumento tradicional em festas afro-brasileiras. Entretanto, os pandeiros, confeccionados com canos de PVC, estão cada vez menores e muito se diferem dos utilizados no início do século, confeccionados com cipó-imbu e couro.

Existe ainda um tipo específico de catupé surgido em 2003: o penacho. Ele se diferencia do primeiro pela utilização da manguara, vara de madeira empunhada pelos integrantes, e o uso de um cocar de penas.

Vilão

O primeiro Vilão a se apresentar em Catalão, o grupo Santa Efigênia, foi fundado em 1954, por Joaquim Coelho, também sob influência das festas realizadas em cidades mineiras. A principal característica do vilão são as manguaras, enfeitadas com fitas coloridas em suas pontas e que chegam a até 2 metros de comprimento.

Além das manguaras, os vilões, dispostos em duas fileiras, também evoluem com facões de madeira, que simbolizam a luta dos escravos. O  apito do capitão dá o ritmo das batidas ensaiadas de uma vara na outra e é ele quem puxa o couro de vozes que canta em homenagem a Nossa Senhora. O caixeiro e o sanfoneiro puxam o ritmo.

Moçambique

Os ternos de Moçambique apresentam uma batida mais lenta. São eles que conduzem a imagem de Nossa Senhora do Rosário durante a procissão do domingo e que fazem as andanças com o povo em um ritual forte e significativo.

Os instrumentos do Moçambique são as caixas, os chocalhos e as patangongas, que são correias de couro com pequenos chocalhos presos. Quando o congadeiro bate os pés no chão, o som das patangongas encorpam o ritmo e deixam transparecer a força da cerimônia. Atualmente, os Moçambiques não utilizam mais as gungas, pequenos chocalhos amarrados no joelho e no calcanhar. A farda também perdeu sua principal característica: os quatro lenços cor-de-rosa, dois cruzados no peito, um na cintura e outro na cabeça, foram substituídos pelos casquetes feitos de pano grosso com uma fita rosa.

Os moçambiques são muito respeitados pelos demais e são responsáveis por acompanhar a coroa de Nossa Senhora, símbolo máximo das congadas.

Mariarte

Primeiro congo catalano formado exclusivamente por mulheres, o Mariarte se apresentou pela primeira vez em 2006. Em Catalão, as mulheres sempre tiveram participação ativa na festa, seja na confecção das fardas, como bandeirinhas, juízas, na parte religiosa ou na preparação de alimentos. Nunca, porém, haviam tocado no mesmo espaço que os homens.

Um pouco de história

Alguns autores consideram a congada uma manifestação de origem européia, ligando-a às lutas religiosas da Idade Média. Entretanto, a origem afro-brasileira do culto é a mais acatada. Cabe lembrar que os missionários dominicanos impuseram aos negros o culto a Nossa Senhora do Rosário, na África, e hoje a congada apresenta grandes influências da cultura africana.

Em Catalão, tradição da congada sobrevive há mais de um século. Baseado na narração de antigos integrantes do congo, Robson Antônio Macedo, em seu livro Congada de Catalão, a define como uma mistura de lenda e história da luta dos negros durante o período da escravidão no Brasil.

Segundo ele, o que se celebra hoje em Catalão seria "uma conquista dos africanos e seus descendentes brasileiros, que receberam a autorização dos patrões para ter um dia especial para proclamar sua fé, desde que não fossem longe da senzala". Daí a força dos tambores, da dança, dos cantos e das vestimentas coloridas.

Obrigados a cultuar santos católicos, os escravos escolheram divindades que se aproximavam de sua fé, como: Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. Assim, ainda hoje, as músicas cantadas pelos grupos de congada relembram a história sofrida dos negros.

Uma história, passada de geração a geração, justifica uma série de rituais da congada. Conta-se que a imagem de Nossa Senhora foi encontrada dentro de uma gruta, presa a uma rocha. Os brancos tentaram retirá-la do lugar e levá-la para a igreja, mas todas as tentativas foram frustradas. Foram chamados os negros, que já faziam festa para homenagear a santa.

Um catupé cacunda chegou com sua alegria e roupas coloridas, cantou e dançou, mas não conseguiu tirá-la do lugar. Os congueiros foram chamados, tocaram seus tambores, cantaram e dançaram, mas a santa continuou no mesmo lugar. Foi aí que chamaram o moçambique, um grupo menor e mais simples, com guizos nos tornozelos e lenços na cabeça, peito e cintura. Para a surpresa de todos, a santa saiu da rocha e acompanhou o grupo.

A história sofre muitas variações de personagens. Porém, todos consideram que o moçambique saiu com a imagem de Nossa Senhora do Rosário da gruta. É por isso que, em Catalão, o moçambique participa de todos os rituais religiosos, sendo também o responsável pelo acompanhamento da coroa de Nossa Senhora.

Estrutura da festa

Com o aumento do número de negros e fazendeiros vindos de Minas Gerais, por volta de 1880, intensificou-se a devoção a Nossa Senhora do Rosário na região de Catalão. De acordo com a tradição oral, a partir de 1900 a festa em devoção a santa começa a ser incentivada na cidade, passando a ser controlada pela igreja católica e pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

Em 1936, com a construção da igreja em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, em um dos bairros da cidade, a festa torna-se uma tradição da cidade. Em Catalão, as responsabilidades são bem demarcadas: a igreja é responsável pela realização das missas, terços e procissões; já à Irmandade ficam designados a organização dos desfiles de congado, o levantamento do mastro e a entrega da coroa.

Realizada na primeira quinzena de outubro, a festa é composta pelas seguintes etapas:

Alvorada - marca o início das festividades oficiais em devoção a Nossa Senhora do Rosário. É realizada sempre numa sexta-feira, geralmente 10 dias antes do dia 12 de outubro, data escolhida para incorporar à festa as comemorações a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Na madrugada, os fiéis se reúnem em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e aguardam o badalar dos sinos, realizado às 3h das manhã, dando início às comemorações oficiais.

Terço, missas e procissões - Durante toda a festa são realizadas novenas, rezas, missas e procissões em devoção a Nossa Senhora do Rosário.

Levantamento do mastro - realizado no último sábado de festa. Tem início com um cortejo, com a participação de todos os grupos de congada da cidade. Sem a farda, eles vão à casa do mordomo da bandeira. Com a imagem de Nossa Senhora do Rosário, percorrem as ruas de Catalão até chegar à porta da igreja. O cortejo é seguido por muitos fiéis que carregam lamparinas confeccionadas com cartolina e velas. Na igreja, após a missa campal, a bandeira com a imagem da santa é colocada no mastro, e este é erguido, demarcando oficialmente o espaço de devoção.

Pagamento de promessas - Os últimos três dias de festa são considerados pelos devotos como os mais importantes. Neles são realizadas a missa campal de levantamento do mastro, a missa das congadas, que acontece no domingo pela manhã, e a missa campal, celebrada no domingo à noite. É nesse momento, que grande parte dos devotos e pagadores de promessa se reúnem na praça para acompanhar o cortejo com a imagem de Nossa Senhora do Rosário. O cortejo sai da igreja e retorna a ela por meio de um percurso em forma de círculo, representando o formato de um rosário.

Ceias, "ranchão" e barracas de comércio

As ceias são realizadas pela Comissão de Festa, clubes e outras entidades, durante os dias de comemoração a Nossa Senhora do Rosário. Feitas em locais fechados, as ceias dependem da venda de ingressos.

Em um local denominado ranchão, montado na rua, próximo à igreja, são realizados leilões de pratos típicos da região, além de shows com cantores locais e artistas contratados pelos festeiros.

Outro destaque da festa são as barracas de comércio montadas nas proximidades do Largo do Rosário. Nas barracas, são comercializadas comidas, roupas, doces, frutas, entre outros tipos de entretenimento, que tornam o local um dos mais concorridos da festa.

Entrega da Coroa de Nossa Senhora do Rosário

Depois da imagem de Nossa Senhora do Rosário, a coroa é o objeto mais venerado durante a festa. Feita de ouro, arrasta sempre uma grande quantidade de guarda-coroas por onde passa.

A coroa é fonte de inspiração para muitas músicas da congada. No domingo pela manhã, cabe aos ternos levá-la à missa, acompanhados pelo Moçambique e pelo reinado.

Ao término da festa, a coroa é entregue ao próximo festeiro e é ele quem decide como e onde irá guardá-la. Na segunda-feira, à tarde, a coroa é levada em procissão pelos ternos da casa do festeiro do ano à casa do festeiro escolhido para o ano seguinte. Conhecido como Entrega da Coroa, esse evento é a última chance de ver os ternos reunidos a cada ano.

Bandeirinhas e juízas

Atualmente as mulheres tem participação ativa não apenas na preparação da festa, mas também na apresentação das congadas, em Catalão. Os ternos trazem à frente as bandeirinhas, carregando o estandarte com imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito ou Santa Efigênia.

Esse papel, antes pertencente a um homem, foi designado às meninas, que, além de levarem o estandarte à frente dos ternos de congo durante as apresentações, também tinham que ajudar a servir os participantes da festa no ranchão, construído em frente à Igreja do Rosário  e cantar nas novenas durante todo o evento.

Hoje, cada terno de congo, traz dezenas delas. Conta a tradição, que, para se tornar uma bandeirinha, a mulher precisa ser virgem, uma referência à Virgem Maria. Assim, explica-se o grande número de crianças na congada. Quando se casam, essas mulheres deixam de carregar o estandarte à frente dos ternos.

Praticamente extintas nos dias de hoje, as juízas são mantidas apenas nos moçambiques, mas estão longe da importância que exerciam no século passado, no qual eram responsáveis por acompanhar os ternos e recolherem o dinheiro doado por fiéis aos dançadores. Ao contrário das bandeirinhas, as juízas podiam ser casadas.

Família Real e Festeiros

Desde o início da Festa em devoção a Nossa Senhora do Rosário, a maneira encontrada para incorporar os brancos à tradição negra, sem fazer parte de um terno ou pagar promessa, foi tornando-o festeiro de Nossa Senhora do Rosário.

A cada ano, um morador da cidade é escolhido para a função. O festeiro, juntamente com uma comissão escolhida por ele, é o responsável por coordenar as noites no ranchão e preparar o café da manhã para os congos.

Entretanto, sua mais gratificante função é carregar a coroa de Nossa Senhora do Rosário no cortejo realizado no domingo pela manhã que termina com a missa campal.

Durante todo o ano, a responsabilidade pela segurança da coroa de Nossa Senhora do Rosário é do festeiro escolhido para organizar a festa.

De acordo com os velhos congueiros, a congada de Catalão teve origem na cidade com os festeiros, grandes fazendeiros da região, devotos de Nossa Senhora do Rosário. Eles financiaram a festa e a aprendizagem do congado, conforme haviam presenciado em Minas Gerais.

Existem, também, várias versões para a origem do reinado. A mais contada faz referência as festas realizadas pelos negros nas senzalas, para as quais era coroado o rei negro, uma forma de manter o elo com a cultura africana.

A família real, o rei e a rainha do congo, assim como alguns príncipes e princesas, são personagens importantes na celebração da Festa de Nossa Senhora do Rosário. Sua presença é obrigatória no cortejo de domingo pela manhã e na Entrega da Coroa, realizada na segunda-feira.

O terno de Moçambique e os festeiros são sempre acompanhados pelos guarda-coroas (homens que acompanham a coroa durante o cortejo).

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A igreja de Nossa Senhora do Rosário foi construída, no início da década de 40, pelos membros da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e pelos congadeiros, com doações dos fiéis.

Em vias de ser extinta da cidade pela própria igreja católica, que considerava a congada um culto afro, a festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário ganhou força com a construção do templo.

Conta a história que padres franciscanos norte-americanos recém chegados à Catalão fizeram de tudo para acabar com a festa, chegando a proibir o uso da tradicional Igreja Velha Matriz, na época conhecida como Igreja do Rosário.

Diante da proibição, os congadeiros arrombaram a porta do templo e entraram com seus tambores. Com a transferência dos norte-americanos e a chegada de novos padres.

Hoje, a Igreja e os congadeiros dividem a festa sem problemas e se respeitam mutuamente.

Administrada pela Paróquia São Francisco, a Igreja do Rosário é patrimônio cultural de Goiás desde a década de 90.

 

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