Eli Camargo
Débora Amorim

Eli Camargo

Eli Camargo nasceu no dia 12 de fevereiro de 1930 em Goiânia, Goiás. É cantora, folclorista, violonista e radialista; além de ser ex professora e formada em Farmácia. Seu pai, Joaquim Edison Camargo, foi maestro e regente da Orquestra Sinfônica de Goiânia e seu bisavô foi um dos mais famosos escultores de Goiás. Ainda criança, a artista cantou em coros de Igreja e atuou na Rádio Clube de Goiânia.

Em 1960, participou do Trio Guairá de Goiânia. Nos dois anos seguintes, apresentou-se no programa que produzia na Rádio Brasil Central, que era retransmitido em Brasília pela Rádio e TV Nacional. Em 1962, mudou-se para São Paulo e assinou seu primeiro contrato com a Rede Tupi de rádio e televisão. Naquele mesmo ano, gravou a canção Caninha Verde, do folclore paulista, no LP Canções da Minha Terra, pela gravadora Chantecler; o arrasta-pé Santo Antônio Tenha Dó, de Maria do Rosário Veiga Torres; e o samba caipira Marido Pelado, de Teddy Vieira e Almayara. Em 1963, gravou a valsa Tempos Passados, de Zica Bergami, e a moda de viola Lá na Venda, Lá na Vendinha, de Lourdes Maia. Em1964, gravou o LP Folclore do Brasil, no qual interpretou cantos de trabalho nas plantações de arroz, de São João da Boa Vista, e um canto de ferreiro, de Botacatu.

Como pesquisadora de folclore, reuniu em suas viagens pelo Nordeste e Norte um grande acervo pessoal, por isso, é considerada uma das principais intérpretes do folclore brasileiro. Em 1967, participou com grande sucesso da Semana Cornélio Pires realizada na cidade paulista de Tietê. Em 1968, gravou o LP Canção da Guitarra, com músicas de Marcelo Tupinambá.

Ao longo da carreira, Eli Camargo gravou cerca de 15 LPs, além dos compactos. Teve discos lançados na África do Sul, Alemanha, Portugal e Itália. Foi integrante do Conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Na Rádio da Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentou os programas Brasil de Canto a Canto, Eli Camargo Convida e Alma Brasileira.

Em 1978, lançou o LP Minha Terra, pela gravadora Chantecler/Alvorada. No álbum interpreta, entre outras, as canções História Triste de uma Praieira, Minha Terra e Vida Marvada. O disco foi saudado com entusiasmo pelo crítico José Ramos Tinhorão, que expôs suas impressões em crônica no Jornal do Brasil. Um de seus grandes sucessos como compositora foi O Menino e o Circo, gravada pela dupla Cascatinha e Inhana. No final da década de 90, a cantora passou a trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia; na mesma época em que mantinha os programas de rádio Eli Camargo Convida e Alma Brasileira. Em 1999, lançou o CD Cantigas do Povo, pelo selo COMEP.

O trabalho de Eli Camargo é um misto de música e pesquisa e vem expandindo os limites da música folclórica do Brasil, levando-a através de CDs, shows, vídeos e palestras para vários países como Portugal, Alemanha e México.

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