Célia Sampaio cresceu no Bairro da Liberdade, uma região de classe baixa da cidade de São Luís do Maranhão (MA). Formou-se em enfermagem e também produz corte e costura ligados a elementos africanos.
Em 1984, começou a cantar no Bloco Afro Akomabu, primeiro bloco afro do Carnaval do Maranhão. Canções do Ilê Aiyê e Filhos de Gandhi, ambos da Bahia, foram algumas das músicas interpretadas por ela durante a Folia de Momo. Também fazia parte do corpo de baile da Companhia Barrica, ao lado da também cantora maranhense Rita Ribeiro.
Era a única mulher a integrar a banda Guethos, a primeira banda de reggae a tocar no palco do Teatro Arthur Azevedo, um dos mais antigos do Brasil, que fica na Cidade dos Azulejos, também em São Luís do Maranhão.
Fez apresentações na Alemanha e no Estado do Pará. Atuou como Backing Vocal de cantores de reggae internacional, como Erick Donaldson e Judy Boucher.
Em 1999, Célia Sampaio partiu para a carreira solo. Abandonando a banda de reggae, passou a integrar o Projeto Nordeste, fazendo a abertura do show de Rita Ribeiro no Sesc Pompéia, no Estado de São Paulo. Esse show foi importante para a divulgação de sua carreira, pois com ele ganhou visibilidade diante de outros artistas da música brasileira, como Virginia Rodrigues, Mestre Ambrósio, Leci Brandão, Chico César e Nação Zumbi.
No ano de 2009, participou do show SOS Maranhão realizado pela cantora Alcione, sua conterrânea, que foi um movimento solidário para com as pessoas que tiveram suas casas devastadas pelas chuvas no Estado.
É importante ressaltar que, também em 2009, Célia Sampaio lançou a coletânea Oyá, que traz as melhores músicas gravadas pela artista no decorrer de sua trajetória musical.
Em 2011, Célia Sampaio foi homenageada no I Troféu Black Power, realizado no Circo da Cidade, onde estiveram presentes e foram premiados os grandes nomes do reggae do Maranhão.
No dia 14 de janeiro de 2012, ela venceu a 8ª Mostra de Música do Bloco Afro Akomabu, por sua interpretação da canção Negro Axé, de Marco Duailibe e Henrique Duailibe.
Foi uma das homenageadas no carnaval de 2012 pela escola de samba “Unidos de Ribamar”. O enredo falava sobre o bairro da Liberdade, maior quilombo urbano das Américas, onde Célia Sampaio nasceu e viveu a maior parte de sua vida.
Em 19 janeiro de 2013, venceu com a canção Raça Bomba o 12º Festival Maranhense de Música Carnavalesca, promovido pelo Sistema Mirante, levando os prêmios de "Melhor Música" e "Melhor Intérprete".
Pela Negro Axé Produções participou dos shows Negro Axé (agosto/2013), Canto pra Iansã (dezembro/2013), Aos Nossos Mestres (março/2014) e Coisas Nossas (agosto/2014). Foi também a Negro Axé que produziu o show CRIOULA, que comemorou os 50 anos de idade e 25 anos de carreira da cantora, em julho do corrente ano.
REGGAE NO MARANHÃO
São Luís do Maranhão, capital do Maranhão, é a cidade brasileira que tem o maior consumo do reggae roots, o reggae de raízes. Por isso, a cidade foi apelidada de Jamaica Brasileira. Desde o final da década de 70, o reggae invadiu o Maranhão por meio dos rádios sintonizados em ondas curtas, costume do povo local para poder ouvir os sons que vinham do Caribe). Chegou até as radíolas, verdadeiros paredões em equipamentos de som que agitam as festas até hoje. O ritmo é um fenômeno que não para de crescer. No Maranhão, o reggae e as famosas radiolas se tornaram parte da cultura, totalmente enraizados no coração de São Luís.
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