Ganhadeiras de Itapuã
Cultura Tradicional

Ganhadeiras de Itapuã

Ganhadeiras de Itapuã é um grupo cultural criado em 2004, durante reuniões nos terreiros de Dona Cabocla e Dona Mariinha. Nasceu com o objetivo de resgatar, preservar e fortalecer as tradições histórico-culturais do bairro de Itapuã, em Salvador (BA), desde a época em que ele ainda era uma pequena vila de pescadores.

Ganhadeiras de Itapuã é um grupo cultural criado em 2004, durante reuniões nos terreiros de Dona Cabocla e Dona Mariinha. Nasceu com o objetivo de resgatar, preservar e fortalecer as tradições histórico-culturais do bairro de Itapuã, em Salvador (BA), desde a época em que ele ainda era uma pequena vila de pescadores. 

O imaginário popular, a história e o misticismo de Itapuã, um dos bairros mais poéticos da Bahia, são resgatados por meio do teatro e da música no trabalho do grupo. Mulheres representam as Ganhadeiras, negras escravizadas que trabalhavam no comércio. Mulheres que preservam as atividades que desde o século XIX e início do século XX são conhecidas como “ganho”: lavadeiras, baianas de acarajé, vendedoras e comerciantes, que saem pela cidade para ganhar o sustento da família. 


O grupo é formado por senhoras, mulheres, crianças e músicos da comunidade, que cantam e sambam, incorporando elementos cênicos na performance e relembrando a situação vivida pelas negras de ganho (quituteiras, lavadeiras, passadeiras), em Salvador.  

No repertório entram sambas, cirandas, afoxés, marchinhas, músicas religiosas e clássicos da música popular brasileira. Uma das mais fortes expressões rítmicas do grupo é o samba de roda, que fortalece ainda mais sua raiz africana. 


Em 2015, o grupo alcançou reconhecimento com a premiação de seu álbum de estreia no 26° Prêmio da Música Brasileira, nas modalidades Melhor Álbum Regional e Melhor Grupo. 

No ano seguinte, em 2016, participou de uma grande apresentação na cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã. 

Em 2019, lançou o DVD As Ganhadeiras de Itapuã - 15 anos - Uma História Cantada, a partir de um show gravado ao vivo em julho de 2019, no palco principal do Teatro Castro Alves, em Salvador. A obra tem participações especiais de Mariene de Castro, Saulo, Margareth Menezes, Larissa Luz, Seu Regi, Bateria do Bloco Afro Malê Debalê e Julinho e Rute Alves, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira  do G.R.E.S. Unidos do Viradouro.

Ganhadeiras de Itapuã participou do VI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em 2006.


REFERÊNCIAS

SOARES, Cecília Moreiia. AS GANHADEIRAS: mulher e resistência negra em Salvador no século XIX. Afro-A’sai: Centro de Estudos Afro Orientais, UFBA, Nº 17, 1996. http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia_n17_p57.pdf

ROSA, JOSEANE FIGUERÊDO. AS GANHADEIRAS DE ITAPUÃ. https://www.facom.ufba.br/portal2017/upload/tcc/Mem%C3%B3ria-TCC-Ganhadeiras-de-Itapua-Joseane-Rosa-2012.2.pdf

PRADO, Louise Victoria Marques; PEREIRA, Clesialane Santana. As Ganhadeiras de Itapuã: cantando histórias do poético bairro da orla de Salvador. Outro olhar sobre o lugar, p. 39. http://www.prpgi.ifba.edu.br/wp-content/uploads/Revista_Caleidoscopio_2018.1.pdf#page=39


   

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