Natural de Goiatins, região nordeste do "Toca", como carinhosamente chama o Tocantins, Genésio Tocantins leva consigo não apenas o nome do estado em que nasceu, mas também músicas e histórias em versos que falam sobre o rio, as feiras e do povo de sua terra. O nome de batismo é Genésio Sampaio Filho.
Seu pai era lavrador, trovador e cordelista. Com ele, aprendeu a cantar versos nas feiras da região onde nasceu. Também costumava frequentar rodas de folia com a mãe, onde aprendeu cantos ao Divino Espírito Santo. Nascia, assim, a base da formação de Genésio Tocantins como cantor, compositor e instrumentista autodidata.
Iniciou a carreira participando de festivais regionais e, posteriormente, nacionais. Em 1988, lançou seu primeiro LP, Rela Bucho. No ano seguinte, ganhou o II Prêmio Sharp de Música, na categoria Revelação da Música Regional Brasileira. Daí em diante, lançou mais dois trabalhos: U Cantante (1996), e Brasis - As Canções e o Povo (1998).
Defendendo a música Nóis é jeca mais é Joia, de sua autoria com Juraíldes da Cruz (GO), ficou conhecido em todo Brasil. A canção se tornou um clássico da música.
Gravou com diversos artistas, como Fagner, Pena Branca e Xavantinho e Rolando Boldrin. Em 2000, foi classificado para as eliminatórias do Festival da Música Brasileira, com a música Baião Internauta, composta em parceria com Beirão. No mesmo ano, participou do Festival Novos Talentos, com Nóis é jeca mais é Joia.
ENCONTRO DE CULTURAS
Escalado para representar a música popular brasileira tocantinense no palco do X Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros, em 2010, Genésio Sampaio Filho, conhecido pelo nome artístico, Genésio Tocantins, leva sempre consigo não só o nome do estado em que nasceu, mas também música e histórias em versos sobre os rios,feiras e o povo da sua terra. Abaixo, seu canto de reverência ao Rio Tocantins:
"À margem desse rio me criei
A água desse rio eu bebi
Na água desse rio me batizei.
Yara me encantou, com seu canto
O boto me ensinou a nadar
Seu leito encheu tanto o meu pranto
Do tanto, que o sertão virou mar "