O acordeonista Junior Ferreira teve seu primeiro contato com a música ainda na infância, período em que tocava flauta doce e piano como autodidata. Nascido na região Sul da Bahia, foi atraído para Brasília (DF), cidade que o acolheu e onde encontrou um terreno fértil para desenvolver seus estudos e projetos musicais. Graduou-se em Música pela Universidade de Brasília (UnB) e desde então atua com grandes nomes da música brasiliense e nacional.
Tradição e modernidade caminham juntas na sonoridade do artista, que traz influências de mestres como Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali, Pixinguinha, Astor Piazzolla, Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. A amplitude do seu acordeon reflete a originalidade da cultura brasileira, dialogando com diversas linguagens musicais. A ideia é contribuir para a popularização de uma proposta de música que apresente a melhor amálgama entre o erudito e o popular, o local, o regional e o nacional, com porções de música mundial.
“Gosto de música desde criança. Sempre fui autodidata com o piano e a flauta doce. Aos 13 anos, comecei a estudar a sanfona. Eu ouvia gravações com esse instrumento e fui entender a sonoridade dele por meio de discos de choro e forró. Pouco tempo depois, descobri a vertente erudita, com Chiquinho do Acordeon, que fez parte do sexteto de Radamés Gnattali”, conta o artista.
Com seu acordeom, já passou por países da África, Europa e América do Sul. Seu trabalho é hoje respeitado por colegas e parceiros musicais brasilienses e de outras regiões do país. Em junho de 2013, lançou seu primeiro disco, Sem Fronteiras, em parceria com o bandolinista Victor Angeleas. O trabalho rendeu uma indicação ao Prêmio da Música Brasileira. Ele apresentou o álbum no XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.