Kátya Teixeira
Cultura tradicional

Kátya Teixeira

Cantora, instrumentista e compositora paulistana, Kátya Teixeira também é pesquisadora da cultura popular brasileira e traz em seu trabalho musical o resultado de suas andanças pelo Brasil. Garimpando saberes e sonoridades que incorpora a sua musicalidade, fazendo reverência aos mestres populares e às manifestações culturais autênticas do nosso país.




Com seis CDs gravados, 3 singles e inúmeras participações em CDs e shows de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, Kátya Teixeira foi indicada a diversas premiações: por duas vezes ao Prêmio da Música Brasileira, concorrendo como Melhor Cantora Regional; ao Troféu Catavento 2012 e 2016 de Solano Ribeiro, da Rádio Cultura (SP); venceu o 25º Prêmio da Música Brasileira em 2014 com seu quarto disco, 2 Mares, que traz temas tradicionais da cultura luso-brasileira em parceria com o cantador mineiro Luiz Salgado; e foi finalista do Prêmio Profissionais da Música 2017, na categoria Artista Raiz.


 


Assina vários projetos culturais, entre os quais se destaca o "Dandô – Circuito de Música Dércio Marques", que cria um intercâmbio e circulação de música popular em várias cidades brasileiras, além da realização de vivências e oficinas que integram e valorizam as culturas populares pelo Brasil. Esse projeto recebeu o Prêmio Brasil Criativo do MINC/SEBRAE em 2014, como Melhor Projeto de Música, na categoria "Artes e Espetáculos".


Além do CD Coletânea Cantariar, com o qual comemora 21 anos de carreira numa compilação de algumas de suas participações em CDs de parceiros ao longo da carreira, Kátya lançou o álbum autoral As Flores do Meu Terreiro, com canções inéditas em parceria com Consuelo de Paula, Paulo Nunes, João Evangelista Rodrigues, Lígia Araújo, Rogério Santos, Gildes Bezerra, Beth Magalhães, Wander Porto, Paulo Matricó, Victor Batista e Catarina Basso.




DANDÔ


Kátya Teixeira apresenta diferentes performances do projeto "Dandô - Circuito de Música Décio Marques" em edições do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e na programação anual da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. 


Partindo da constatação da pluralidade da cultura brasileira, o coletivo Dandô nasceu graças à preocupação de músicos e pesquisadores com a interiorização e a difusão da música do Brasil, bem como a descentralização e o acesso à produção musical no País.


O projeto tem, em seu nome, uma homenagem a Dércio Marques (1947-2012), um dos cantadores que mais fez pela arte nos "Brasis" que estão fora do eixo da mídia de massa, unindo artistas de toda parte, de várias gerações, estilos, culturas.





A razão do nome “Dandô” se refere a um trecho da canção Canto dos Ipês. A palavra é uma corruptela do verbo andar, no linguajar dos pretos velhos:


"Ô dandei / Olha o vento que brinca de dandar/ Ele vem pra levar as andorinhas/ E quem sabe a canção pra uma janela/ Saciar o ipê que se formou/ E roubar suas flores amarelas".


De acordo com Kátya Teixeira, esse é o sentido do projeto: fazer os artistas “dandar” e se apresentarem em diferentes regiões, circulando como o vento pelo Brasil.


Desde 2013, o circuito promove diversos shows pelo País de forma contínua, sempre no formato anfitrião local e convidado (artista em circulação), corroborando para a interlocução entre os músicos e a formação de novas plateias. O Dandô busca a realização de uma verdadeira interação musical por todo o País, por meio do intercâmbio entre artistas de vários rincões, com o objetivo de mostrar as diversas sonoridades regionais.




Ganhador do Prêmio Brasil Criativo MINC/SEBRAE, o projeto está debruçado sobre os critérios da diversidade e representatividade das regiões. Assim, pretende criar uma cartografia musical. Em 2015, foi lançado o primeiro CD do trabalho, a coletânea Dandô - Um Canto Em Cada Canto Do Brasil, em parceria com a Distribuidora Tratore.


O projeto, que começou em sete cidades de cinco estados brasileiros, hoje já chega a 40 cidades de oito estados, além de outros países da América do Sul e do mundo. Envolve artistas que têm seu trabalho reconhecido junto ao público, mas que, por meio dele, podem obter uma melhor projeção no panorama nacional. Cada artista tem a oportunidade de se apresentar em todos os pontos do circuito, que abrange cidades de vários Estados brasileiros. Com o lema “Um canto em cada canto do Brasil”, o projeto “Dandô” vai no mesmo caminho trilhado pelo apresentador Rolando Boldrim: “tirar o Brasil da gaveta” para mostrá-lo a si mesmo.



   

Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. Direitos reservados.