A cantora, compositora e pesquisadora Marlui Miranda nasceu em Fortaleza (CE), em 1949. Criada em Brasília, mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1970. Estudou violão clássico com professores renomados, como Turíbio Santos e Paulo Bellinati. Tocou com Egberto Gismonti, Milton Nascimento e Jards Macalé. Em 1979, lançou o disco Olho d'Água.
Desde 1978, Marlui pesquisa a música indígena do Brasil. Ganhou bolsa de uma instituição nova-iorquina e realizou um projeto de preservação e recriação da música indígena da Amazônia brasileira. Com esse trabalho, atuou como consultora de música indígena em filmes e eventos, gravou discos para o Brasil e para o exterior e produziu espetáculos, como a missa indígena, criada a partir de músicas de algumas etnias e apresentada na Catedral da Sé, em São Paulo, em 1997, com a participação de orquestra Jazz Sinfônica e coral.
Ao longo dos anos, Marlui tem criado uma ponte consistente entre a música indígena e a música ocidental contemporânea. Por meio desses trabalhos, recebeu a Ordem do Mérito Cultural e o Prêmio Chico Mendes.
Reconhecida por interpretar, difundir e valorizar a cultura e a música indígena do Brasil, Marlui se define como uma compositora que não tem interesse puramente em gravar músicas. Seu trabalho é nos bastidores, abrindo caminho para que a música e a cultura indígena ganhem visibilidade.
Apresentou-se e gravou com nomes expressivos da música brasileira como Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Nana Vasconcellos, Rodolfo Stroeter. Compôs trilhas para cinema e teatro. Suas músicas já foram gravadas por Ney Matogrosso, Sá & Guarabyra e outros. Desde 1996, Marlui é integrante do grupo Pau Brasil. Em 1998, participou do disco "O Sol de Oslo" com Gilberto Gil, Bugge Wesseltoft, Trikot Gurtu, Rodolfo Stroeter e Toninho Ferragutti.
Apresentou-se no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros em 2008.