Paulo César Pinheiro
Cultura Tradicional

Paulo César Pinheiro

Paulo César Pinheiro é letrista, poeta, escritor, músico e intérprete brasileiro. O artista já fez mais de duas mil letras para mais de 150 parceiros, entre eles Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Tom Jobim, Baden Powell, João Nogueira, Francis Hime, Edu Lobo, Dori Caymmi, Eduardo Gudin, Sérgio Santos, Lenine e Paulo André Barata.

O compositor e poeta brasileiro Paulo César Pinheiro nasceu no Rio de Janeiro em 1949. Seu primeiro parceiro foi João de Aquino, com quem compôs Viagem, em 1964. Um ano depois, Aquino apresentaria Paulo César a seu primo Baden Powell. Juntos, os dois escreveram o samba Lapinha, que venceu a I Bienal do Samba, da TV Record, de São Paulo, em 1968.

Ainda em 1968, fez, com Francis Hime, A grande ausente, defendida por Taiguara no III FMPB (Festival de Música Popular Brasileira), da TV Record, e classificada em sexto lugar. Participou do III FIC (Festival Internacional da Canção), da TV Globo, do Rio de Janeiro, com duas músicas: Sagarana, com João de Aquino, apresentada por Maria Odete, e Anunciação, com Francis Hime, interpretada pelo MPB-4. Em 1969, concorreu ao IV FIC com Sermão, com Baden Powell, e, no ano seguinte, fez uma temporada de 15 dias em Paris, na França, ao lado de Baden Powell. 


Na década de 1970, gravou o disco O Importante É que Nossa Emoção Sobreviva, com a cantora Márcia e Eduardo Gudin, derivado do show de mesmo nome. Destacou-se com vários sucessos: Elis Regina gravou três musicas de sua autoria em parceria com Baden Powell (Samba do perdão, Quaquaraquaquá e Aviso aos navegantes); e Elizeth Cardoso gravou Refém da solidão, com Baden Powell. Em 1975, casou-se com a cantora mineira Clara Nunes, uma das intérpretes de suas músicas.


Paulo César Pinheiro compôs mais de duas mil letras para mais de 100 parceiros. Do total, 900 canções foram gravadas por mais de 500 intérpretes da música popular brasileira, a exemplo de nomes como Elis Regina, Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Amélia Rabello, MPB-4, Nana Caymmi, Maria Bethânia e Paulinho da Viola. Compôs também trilhas para teatro, cinema e televisão. Publicou livros de poemas e lançou CDs com as músicas letradas por ele: João Nogueira e Paulo César Pinheiro (1994) e Tudo o que Mais Nos Uniu: Eduardo Gudin, Márcia e Paulo César Pinheiro (1996). 

Entre suas parcerias mais famosas estão Matita Perê (com Tom Jobim), Saudades da Guanabara (com Aldir Blanc e Moacir Luz), A Grande Ausente (com Francis Hime), E Lá Se Vão Meus Anéis, Maior É Deus (ambas com Eduardo Gudin), Aviso aos Navegantes, É de Lei, Refém da Solidão, Cai Dentro, Falei e Disse, Lapinha, Diálogo (todas com Baden Powell), A Velhice da Porta-bandeira, Sagarana, Viagem (com João de Aquino), Agora É Portela 74, Pesadelo (com Maurício Tapajós), Cicatrizes (com Miltinho), Menino Deus (com Mauro Duarte), Vento Bravo (com Edu Lobo) e Bolero de Satã (com Guinga).


Quando completou 60 anos de idade, em 2009, o artista ganhou uma biografia: A Letra Brasileira de Paulo César Pinheiro - Uma jornada musical (Editora Casa da Palavra). O livro é projeto de Conceição Campos, escritora e pesquisadora que dedicou mais de 10 anos à pesquisa e ao estudo sobre a obra e vida do multimídia Paulo César Pinheiro. No livro, a escritora conta histórias dos 60 anos de vida do artista e 40 de carreira. 

Sua obra está estimada em mais de 2 mil músicas, construída com cerca de 150 parceiros ao longo da carreira.


   

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