Paulo Matricó é poeta, cantador e violeiro, que traz no coração e na bagagem artística a história do sertão. Criado no meio de repentistas, cantadores e forrozeiros, Paulo Matricó herdou do pai e de outros menestréis da cantoria a arte de contar histórias simples com o apuro de métrica e a graciosidade do repente popular. Em seu amplo trabalho, destaca o que ele denomina de “Música Regional Popular Brasileira”.
Nascido no município de Tabira, em Pernambuco, Paulo Matricó cresceu no campo. Neste período, teve contato com repentistas, poetas e forrozeiros. Sua carreira artística começou em 1980 com a fundação do Grupo Matricó, em Caruaru, incorporando a partir daí, o nome Matricó, que significa "pai do fogo", em linguagem indígena. Passou, posteriormente, a desenvolver um trabalho solo. Para suas obras levou a riqueza da vida camponesa e as culturas populares nordestina e sertaneja.
Lançou seu primeiro CD em 1995 e tem uma obra com mais de 10 álbuns publicados. Um deles é Maria Pereira, lançado na Alemanha, em parceria com o compositor alemão Stephan Maria, em 1999, quando o artista residiu e trabalhou por dois anos no país. Voltando ao Brasil, Matricó lançou o CD Forrozeiro e, logo depois, realizou um concerto acústico no Teatro do Parque, em Recife, gravando ao vivo o CD Em Canto do Sertão.
Entre seus trabalhos também está o musical Cordel Operístico Lua Alegria, criado a partir de seu livro em literatura de cordel, publicado pela editora Ensinamento, em 2012, em homenagem ao centenário do Rei do Baião. Entre suas músicas publicadas estão composições em parceria com Cátia de França, Anchieta Dali e outros músicos e poetas do Nordeste.
Em seus versos revela a influência da poesia sertaneja ouvida em criança. Suas influências musicais vem de Luiz Gonzaga, João do Vale, Zé Marcolino e Elomar. Em suas músicas, canta o amor, a roça e a cidade, misturando xote, baião, arrasta-pé e toadas.
Participou do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros em 2005.
DISCOGRAFIA