sertãohamlet
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sertãohamlet

O “sertãohamlet” é um espetáculo solo. Trata-se de uma produção de Goiânia-Goiás pesquisada e produzida no sertão Cariri-CE. Sua estréia aconteceu na Fundação Casa Grande no Teatro Violeta Arraes em Nova Olinda –CE (Cariri).

O “sertãohamlet”  é um espetáculo solo. Trata-se de uma produção de Goiânia-Goiás pesquisada e produzida no sertão Cariri-CE.  Sua estréia aconteceu na Fundação Casa Grande no Teatro Violeta Arraes em Nova Olinda –CE (Cariri). Em seguida foi apresentado no Festival de Monólogos de Fortaleza , sendo premiado pelo conjunto da obra; TeNpo - Festival Nacional de Teatro de Porangatu;  Festival Internacional de Solos Sesc Goiânia-GO; Festival Nacional de Teatro do Distrito Federal, uma temporada de 02 meses no Sesc Pinheiros-SP no ano de 2017, obtendo  uma ótima crítica da Revista Veja.

Depois de 23 anos o espetáculo "sertãohamlet" vem concluir a trilogia de solos com o tema SERTÃO. O primeiro foi "A Terceira Margem do Rio" baseado no conto homônimo de Guimarães Rosa, anos depois veio o segundo solo "Boi", ambos participaram do Palco Giratório Circulação Nacional, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e ainda vários Festivais de Teatro no Brasil e exterior.

O espetáculo tem como ponto de partida o personagem clássico “Hamlet” de Shakespeare e o mito de “Lampião”, o Virgulino Ferreira da Silva. Um personagem fictício e o outro real, em comum a vingança, ambos tiveram o pai assassinado e ainda em cena pessoas do dia a dia: o  ator Guido personagem de si mesmo, recebe o público e relata sua infância no sertão e na adolescência seu encontro com o Teatro; Edilânia moça simples que sonha com o amor perfeito, ao mesmo tempo iludida pelo grande amor. Edilânia sofre e denuncia a violência contra mulher; a Beata Luiza símbolo da religiosidade do sertão, abre mão de um grande amor para seguir os passos de sua Santa padroeira; 

Também  em cena, Juvêncio recitador de cordel no circo,fanático pelas histórias de Lampião, vive na esperança de reencontrar seu grande amor do passado. O espetáculo  ainda trás assuntos  de alta relevância como a questão do racismo estrutural no país e o desrespeito aos Povos Indígenas.  

O espetáculo  é pontuado com canções do imaginário brasileiro, acontece dentro de uma estética com elementos sertanejos, objetos e figurino em tecidos leves com cores extravagantes e vestuário  de couro, gibões usados por vaqueiros, típicos da cultura popular. Assim no decorrer da peça, vai sendo construído com malas de madeira toda cenografia dentro de uma estética religiosa, ponto marcante da vida no sertão.

FICHA TÉCNICA

Pesquisa/Dramaturgia/Direção/Figurino/Iluminação/Atuação: Guido Campos
Confecção Gibão e Adereços Hamlet/Lampião: Mestre Espedito Seleiro (CE)
Confecção Rosário/Reisado: Mestre Aldenir (CE)
Fotografia: Layza Vasconcelos (GO)
Costureiras Manto de Nossa Senhora Imaculada da Conceição: Zaira Almeida e Lúcia do Cariri (CE)
Programação visual: Diego Monteiro (CE)
Técnico de Luz e Som: Júlio Rodrigues (Goiás)
Realização: Sertão Teatro Infinito Cia (Goiás)

   

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