A inspiração do Tambolelê vem da cultura afro-mineira: da sonoridade, da poesia sagrada e contemporânea dos tambores. Assim, o grupo, inicialmente formado por Santonne Lobato, Geovane Sassá e Sérgio Pererê, faz apresentações que remetem à herança negra das raízes culturais brasileiras. Com ritmos fortes e vibrantes, que vão do Moçambique ao Congo, passando pelo Boi de Reis, Zé Pereira, Cacuriá, Batuque, Lundu, Serra Abaixo e Congo Quebrado. A arte da música mineira levada aos quatro cantos do mundo.
O Tambolelê foi criado em 1995, durante o Festival de Arte Negra (FAN/BH), com a proposta de revalorizar a riqueza dos ritmos afro-mineiros, especialmente o Tambor de Minas, usado na Folia de Reis e no Congado. A partir deles, faz novas leituras musicais em torno do imaginário presente na cultura popular do Brasil.
O Tambolelê explora novas tendências no universo percussivo, utilizando instrumentos convencionais e não convencionais confeccionados por seus integrantes, mesclando em suas oficinas e shows as mais variadas expressões artísticas com uma pequena dose de humor. Paralamas do Sucesso, Uakti, Milton Nascimento, Djavan e Maurício Tizumba são alguns dos artistas que já utilizaram os instrumentos criados pelo Tambolelê.
No ano de 2000, os fundadores do Tambolelê criaram um bloco de percussão, com o objetivo de oferecer a crianças e jovens do bairro de Novo Glória, em Belo Horizonte, um espaço de inclusão social pela arte. Até os dias de hoje acontecem os encontros semanais com ensaios abertos e gratuitos, shows e oficinas sobre coordenação do Bloco Oficina Tambolelê.
Em setembro de 2000, o grupo, defendendo a música Tempo das Águas, ficou em terceiro lugar no Festival de Música Brasileira, realizado pela Rede Globo. Naquele ano também aconteceu a turnê do Tambolelê pelo Circuito Sesc, com 25 shows, sendo dois divididos com o cantor João Bosco.
Tambolelê se apresentou no XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em 2013.